14 de mai. de 2012

Homenagem ao professor Redda


Addis Abeba, 25 de abril de 2012.
O professor Ulrich Laaser, presidente da WFPHA entregou um Prêmio ao Professor Redda, como o reconhecimento por sua excepcional contribuição para a melhoria da saúde pública da Àfrica e da Etiópia, em particular. Após receber o prêmio o professor Redda disse que não há nenhuma dúvida que a água e o saneamento contribuem significativamente para a saúde, no entanto está evidente que o continente Africano não tem dado a ênfase que o assunto merece, inclusive  nas metas dos ODMs, adicionado a isto  ele ainda fala que estes itens água e saneamento podem contribuir para a baixa qualidade e a desigualdade no acesso aos serviços de saúde, e ainda é necessário proporcionar à população medicamentos essenciais e profissionais competes para uma melhora na situação de saúde. Segundo ele, outros fatores que  contribuem na composição dos problemas são a falta de recursos e o mais grave que são os desastres naturais e os provocados pelo homem, como a seca e o conflitos armados.
O Professor Redda, tem se dedicado os últimos 20 anos para reabilitação e saúde de deficientes físicos e visuais na zona rural da Etiópia

Dia 26


Addis Abeba, 26 de abril de 2012


            Urbanização não planejada e rápida é um desafio à saúde pública e em particular para as desigualdades na saúde.
            Isto foi dito em uma sessão plenária realizada na quinta-feira 26 de abril pela OMS.
A urbanização não planejada aumenta os riscos de desigualdade em saúde disse o representante    da  OMS, ele ainda destacou que a urbanização não planejada pode intensificar uma crise humanitária já existente e tem consequências sobre a segurança da saúde e segurança de todos os cidadãos que residam nas cidades.
            Alex afirmou que a vida saudável em meio a globalização, a rápida urbanização não planejada e o envelhecimento da população mundial são os principais desafios do século 21, entre outros. De acordo com a sua apresentação, quase 1 bilhão de pessoas vivem em favelas urbanas e assentamentos informais e até 2050 cerca de 70% da população mundial estará vivendo em centros urbanos agravando a situação da desigualdade em saúde existente na zona urbana.
            É evidente que a habitação superlotada nas favelas expõe a população pobre e urbana particularmente á altas taxas de doenças infecciosas, acesso limitado a serviços de saúde e  ambiente físico hostil. Ele ressaltou a necessidade de um compromisso político
e a evidente necessidade de intervenção na saúde de base a ser incluída em todos as
políticas urbanas para reduzir as desigualdades na saúde.



            No decorrer do dia 26, também aconteceu um debate sobre “mães trabalhadores que precisam amamentar”, sugeriu-se que todos empresários e empregadores devem ser “Amigo na criança no ambiente de trabalho”. Os profissionais de saúde pública defendem tanto a nível nacional , quanto internacional, que se deve fazer dos ambientes de trabalho lugares amigáveis e acolhedores para  bebês e mães trabalhadoras, onde elas consigam amamentar os bebês, mesmo quando estão em seus locais de trabalho, disseram os participantes enquanto se discutia sobre aleitamento materno e Saúde Pública.aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa                                                           
            A falta de apoio no local de trabalho para a amamentação é um importante desafio e um dilema para as mães que desejam continuar a amamentação após voltarem a trabalhar.  Durante a reunião, apresentou-se experiências sobre a saúde do aleitamento materno, os benefícios e desafios do Japão, Coréia, Quênia, Oriente Médio e da Região do Pacífico foram partilhados. Eles demonstraram que tem avaliado o padrãdo de alimentação infantil à luz das recomendações da OMS.
            Embora as variadas situações que foram relatadas entre os países, as evidências da maioria dos estudos  mostrou que a introdução precoce da alimentação complementar, não são incomuns. A idade materna, nível educacional, situação profissional, sócio-político-econômicos e tabagismo estavam entre outros os que mais afetam as práticas de alimentação infantil.

Etiópia e os objetivos do Milênio


Addis Abeba, 24 de abril de 2012



            O Congresso disponibiluizou uma área de lazer com um propósito descontraído chamado "Condomize Zone", “Não se comprometa”, com música, danças, café típico com pipoca, bandeiras, camisetas e uma distribuição de preservativos. Nesta área participavam cooperativas de trabalhadores do sexo, eles promoveram a campanha “ Seguro e bonito. Seja bonito. Seja Seguro.” No local eles também fazia m unhas e cabelos, além da distribuição de preservativos.

           

            Neste dia ocorreu a mesa de discussão Contagem Regressiva para 2015: Etiópia
Progresso em direção aos ODM.

            No especial "Countdown 2015" sessão realizada com os especialistas do Ministério da Saúde da  Etiópia, discutiu-se a saúde materna, neonatal e infantil, destacando o esforço da Etiópia no cumprimento dos ODM. Roman Tesfaye, Diretor Geral de Política, Planejamento e
Finanças do Ministério da Saúde, afirmou que a Etiópia implementou uma política abrangente, integrada e estratégica para aumentar o acesso aos serviços de saúde primários, que centra-se na promoção, prevenção e controle das doenças transmissíveis, principalmente para os mais pobres e das zonas rurais. 
Para alcançar os ODM nos três anos restantes, Roman ressaltou a necessidade de avançar  no serviço de saúde, gestão e infra-estrutura de saúde, tais como instalação construção e reabilitação.
            Sandro Accorsi, Assessor de Política, Planejamento e Finanças da Ministério da Saúde, afirmou que a Etiópia tem mostrado significativo progresso para alcançar o ODM - a mortalidade infantil diminuiu significativamente nos últimos 20 anos e a expectativa de vida de crianças menores de 5 anos quase dobrou. Por outro lado, Sandro apontou a diferença significativa entre o
de fato alcançar o ODM  em 2015 e a realidade de baixo desempenho da Etiópia; menos financiamento da saúde, falta de infra-estrutura e desequilibrio na distribuição dos recursos, foram citados como fatores negativos.
            Em geral, os apresentadores da sessão comentam que apesar de alguns resultados positivos, é necessário uma aceleração nos investimentos e realização de ações, para que a Etiópia atenda os ODM até 2015.



            No terceiro dia, também aconteceu a mesa sobre o acesso universal à Atenção e a Prevenção de Doenças Crônicas.
            A sessão sobre integração de cuidados de saúde buscou abordar disparidades de saúde e apresentou uma interessante perspectiva canadense.
            Ele mostrou que Colúmbia Britânica é a província mais saudavel do mundo em termos de acesso universal à saúde, mas possui uma alta carga de doenças crônicas. Uma das principais causas deste problema foi a alocação de recursos desproporcional a outros setores que têm influência direta sobre os determinantes sociais da saúde.
            Também nesta sessão, se defendeu o papel da integração de saúde pública e medicina para tratar das diversas causas  de doenças crônicas que poderiam ser evitadas através de parcerias públicas com intervenções em saúde. Foi demonstrado que, embora esteja em crescimento  o desenvolvimento dos sistemas de cuidados em saúde, a equidade ainda é o principal dispositivo para  integralidade em saúde, ou seja,  o bem-estar significa muito mais do que o acesso aos cuidados.
            Ainda foi abordado questões como a do tabaco, a quantidade de comida e bebida consumida, o acesso equitativo aos alimentos saudáveis e saneamento básico, habitação limpa e    playgrounds limpos, educação de qualidade etc.

USAID

Avaliação de Sistemas de Saúde

- O que é?
Foi criado para avaliar e gerar relatórios sobre a situação de sistemas de saúde de um determinado país. O programa já está em mais de 20 países e sempre soma o seu trabalho com o de organizações, instituições locais.
Este é um programa feito na maioria das vezes para um único país e abrange os seguintes itens:
-Visita as instalações já existentes
-Busca em possíveis fontes de informação
                -ministério
                -instituições
                -governo
                -setor privado etc.
Como usar os relatórios?
-Planejar o Sistema Nacional de Saúde
-Para monitorar a infraestrutura/estratégias já implantadas
-Prevenir-se de cooperações globais ruins.
Segue abaixo alguns casos específicos de países que optaram pelo USAID para avaliar seu sistema de saúde.
1-      GUIANA




                                               Paisagem entre a floresta e o Caribe:
                                                Fonte: wdworld.blogspot.com.br
 
Dados gerais:
               Considerado parte do Caribe
               Parte do CARICOM
               População de 763,437
               Independência em 1966
               Democracia multipartidária

Principais conclusões e recomendações para Guiana:

Criar um Sistema de Informações em Saúde    
               -Não existe nenhum
               -É preciso desenvolver uma estratégia de coleta de dados
Melhorar o registro de gastos
Racionalizar as formas de departamentos (tipo de organização)
Criar um Sistema de Distribuição de remédios  e criar uma coordenadoria .

Recursos Humanos:

-Grande problema
-Não possui  registro de quantas pessoas trabalham
-Não possui uma coordenação

Governo:

-Na prática não é decentralizado
-Não possui uma conta específica para financiamento da Saúde Nacional

2-      CARIBE
Dados gerais:
-Fazem parte da OPAS
-países muito pequenos
-Economia baseada no turismo
-Realidade atual: Diminuindo doações globais
                Pergunta: O que vai acontecer quando os doadores globais deixarem de fazer doações?
-Não envolvem o setor privado              
                -Existe, mas não reportam para o governo.
-Definir qual é o papel das ONGs.
Discussão de um país específico:
ANTIGUA E BARBUDA



-Há problemas burocráticos com o sistema de saúde deixado pelos ingleses
-Aumento de doenças crônicas não comunicáveis
                -População procura atendimento diretamente no único hospital do país.
Duas Grandes Lacunas:
-Setor Privado não reporta nada
                -Alguns hospitais públicos com gestão privada também não reportam.
-Grande parte dos fundos em saúde vai diretamente para o hospital
O país possui um bom acesso aos medicamentos .
Não foi discutido as recomendações para o país.
3-      UGANDA





Para Uganda o projeto foi um pouco diferente e incluía o desenvolvimento técnico e de capacidades de gestão de um sistema de saúde a nível local.
Dados gerais:
-População: Aproximadamente 5.000.000
-País decentralizado de uma maneira extrema.
 A USAID recomendou que o governo criasse uma gestão decentralizada para ajudar distritos muito pobres e também recomendou que houvesse o envolvimento do setor privado.
Financiamento em Saúde:
-Recomendações: Gastar menos com recursos humanos.
                -Criar outros tipos de incentivos para pessoas que trabalhem em tribos e zonas rurais.
- Aprovar lei que se encontra no parlamento para financiamento de medicamentos.
-Implementar sistema de indicadores de saúde
-Incluir o Sistema Privado no sistema de informações do país.
4- UCRÂNIA




Dados gerais:
-60 milhões de pessoas
-Fazia parte da União Soviética
-Possui um sistema vertical
-Maior parte do sistema de saúde é público.
Foco da avaliação:
-HIV
-Tuberculose
-Planejamento familiar
Principais conclusões:
-Fundos para HIV e Tuberculose não são adequados
-Não teve reforma do sistema de saúde desde a Independência
-Os dados coletados não são usados para planejamento em saúde
Conclusão Final:
Reforma no sistema de saúde é necessária pois o rendimento para o sistema de saúde que o país possui não está de acordo com o que está sendo feito na prática.
Sugestões:
-Estilo de vida é um problema
                -Consumo exagerado de álcool
                -Mortes por acidente de trânsito

Para mais informações acesse: www.healthsystems2020.org







9 de mai. de 2012

Bastidores do Congresso


Segue aqui algumas fotos dos bastidores do Congresso. Nos horários de almoço tinha música e dança cultural do lado de fora do pavilhão de palestras e também havia um espaço para tomar o típico café Etíope.  





                                   Luiz Facchini, Paulo Buss e Lígia Bahia